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Tattoos

Desde nova sempre fui encantada por tatuagens e como aqueles desenhos marcavam os corpos das pessoas. Vários desenhos me fascinavam e fascinam até hoje.

A tatuagem é uma das muitas formas de modificação corpo humano mas, sem dúvida, uma das mais comuns e, sem dúvida, comuns também em várias culturas, cada qual com os seus próprios símbolos e significados.

Quando eu tinha 15 anos decidi fazer a minha primeira tatuagem. Era uma borboleta e ela tinha um significado para mim, a minha transformação. Bom, pelo menos era o que eu desejava ao colocá-la em minha pele. Fui com minha mãe no estúdio pois, por ser menor de idade, precisei de uma autorização assinada por ela. Senti uma dor única, própria da tatuagem, porém não me deixei abalar e fui logo planejando a minha segunda.

A segunda tatuagem, uma pequena imagem que remetia a um compasso, fiz com 18 anos. O significado, para mim, estava relacionado aos futuros caminhos que eu planejava traçar.

No início, e nas primeiras tatuagens, os significados eram importantes para mim. Algum tempo e tatuagens depois, percebi que o significado do símbolo não era tão importante quando a importância da tatuagem para mim, qualquer que fosse o desenho.

Atualmente, com meus trinta anos, tenho sete tatuagens. Duas delas são, inclusive, coberturas das primeiras tatuagens que fiz e que relatei no início do texto.

As demais, fui fazendo a medida que sentia vontade e, principalmente, quando tinha dinheiro. Eu considero tatuagem um investimento e tenho amor por todas as que tenho. E, sem dúvida, ainda farei muitas (em número ímpar, pois dizem que traz sorte).

Prefiro escolher locais mais “discretos” em meu corpo e essa escolha tem a ver comigo: tenho medo de me cansar de tanto olhar para elas. Mas, claro, preciso reconhecer que essa escolha também é influenciada pela sociedade. Infelizmente vivemos em uma cultura em que pessoas tatuadas possuem certos esterótipos negativos e podem sofrer, por isso, diversos preconceitos. Apesar disso, a medida em que o tempo foi passando eu fui “expondo” mais as minhas tatuagens e “estampando” elas em locais cada vez mais visíveis.

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Para mim, a tatuagem é uma forma de eternizarmos os nossos desejos, sonhos e sentimentos em nossa pele. Além disso, particularmente, acho um lindo “acessório”. É como se nunca ficássemos nus totalmente e também não sentirmos solitários pois elas irão sempre nos acompanhar.

E ainda que haja dor – às vezes muita dor, quase insuportável – creio que essa faz parte do processo. E a satisfação gerada ao final de uma sessão de tatuagem – que pode durar horas –, é indescritível.

Eu me vejo bem velhinha e com várias tatuagens. E me vejo falando sobre elas aos meus filhos e netos e, quem sabe, incentivando-os a fazê-las também.

Imagens: As imagens não são minhas, todas são do Google Imagens.

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Natalia Ferri

Natalia Menezes Ferri, 30 anos, mineira de nascimento, capixaba de coração. Psicóloga social, apaixonada por temas sobre a subjetividade humana.

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