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Fantasia

   O carnaval é um evento mais antigo do que imaginamos – remete à época antes de Cristo – e é comemorado em diversos países no mundo. No Brasil, o carnaval teve influências da colonização portuguesa, além de elementos trazidos pelos escravos africanos e pelos imigrantes italianos. Alguns desses elementos persistem até os dias de hoje, tais como os desfiles em carros alegóricos de origem europeia e a figura do Rei Momo, que remete a atores portugueses que representavam comédias para entreter e divertir a nobreza.

   No Brasil, a terça-feira de carnaval é feriado nacional e na maior parte do país é estendido até a famigerada quarta-feira de cinzas. Assim, há quem aproveite essa época do ano para descansar, viajar ou até curtir um retiro – espiritual ou não. Mas, sem dúvida, não há como negar, o carnaval nos contagia.

   O carnaval sempre me remete à diversão, brincadeiras e, principalmente, fantasia. O uso das máscaras e fantasias no carnaval difundiu-se no século XIX, sobretudo nos famosos bailes de salões tradicionais e ainda está presente na atualidade, em que as elites – sobretudo carioca – investem muito para que tenham os mais suntuosos e bonitos trajes. Essa tradição também se estendeu aos carnavais de rua, aos “blocos de carnaval” e, sem dúvida, é um dos símbolos do carnaval brasileiro.

   A fantasia possui, para mim, um sentido primordial no carnaval: podermos transformar, mesmo que apenas por alguns instantes, em outras figuras. Essa possibilidade de momentaneamente trocarmos as nossas “identidades” é o que mais me atrai nessa época do ano e é, para mim, a maior diversão no carnaval, além das músicas e danças animadas – no caso brasileiro elas sempre vem com coreografias e os “passinhos” repetidos por muitos.

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   Seja num bloco carnavalesco de rua nos mais diversos pontos das cidades ou nos locais mais “tradicionais”, tais como os sambódromos nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo para acompanhar as escolas de samba do coração, nas ladeiras de Recife e Olinda em meio a muito frevo e maracatu, ou mesmo nos blocos e camarotes baianos em Salvador, as fantasias estão sempre presentes.

   Existem as fantasias “tradicionais” e mais do que repetidas mas também há no carnaval brasileiro algo peculiar e, para mim, fantástico, que é a capacidade de transformar algo que seria trágico se não fosse cômico: personalidades políticas envolvidas em corrupção e até mesmo tragédias são transformadas em fantasias. Além dessas, não há como esquecer, é claro, os famosos “memes” da época. Ou seja, tudo o que virou notícia no país nessa época – formal ou informalmente – torna-se contexto para uma fantasia de carnaval.

   Há quem diga que o brasileiro possui a capacidade inigualável em transformar tudo em piada – e de forma muito criativa. E como no carnaval as brincadeiras e as piadas são muito incentivadas, não faltam oportunidades.

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   Sendo assim, desejamos a todos os nossos leitores que possam aproveitar esse carnaval da melhor maneira possível – independente onde e como – sendo, pois essa é a verdadeira essência do carnaval.

   E quem sentir-se à vontade, se transforme e se fantasie, com muita criatividade e felicidade!

   Bom carnaval!

   Link para conhecer mais sobre o carnaval: Clique aqui.

Fonte de todas as imagens: Pinterest

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Resenha: Becky Bloom – Delírios de Consumo na 5ª avenida

Características:
Título em português: Becky Bloom – Os Delírios de Consumo na 5ª avenida
Título original: Shopaholic abroad
Autor (a): Sophie Kinsella
Número de páginas: 460
Minha edição é número: 8 | ano 2008
Tradução: Alves Calado
Editora no Brasil: Record
Ano da primeira publicação: 2001
Site da autora: www.sophiekinsella.co.uk
Onde comprar: Saraiva | Submarino | Livraria Cultura | Americanas

Sinopse:
Becky Bloom está de volta. E com um cartão de crédito pronto para a ação. É assim que ela encara Nova York, para onde se muda para acompanhar Luke, seu namorado, que troca a Inglaterra por um emprego nos Estados Unidos. A meca mundial de consumo parece um jardim do éden para essa compradora compulsiva. mas quando começam a chegar suas faturas de cartão de crédito, o paraíso acaba se transformando numa verdadeira sucursal do inferno na terra. Um romance hilariante que chegou às principais listas de mais vendidos da Inglaterra. E com o qual todas as mulheres acabam se identificando.

Aqui estou eu novamente para resenhar mais um livro das minhas preferidas: Sophie Kinsella e Becky Bloom. A resenha de hoje é sobre o segundo livro da série “Shopaholic”: “Os delírios de consumo de Becky Bloom na 5ª Avenida”. Corro o risco de ficar repetitiva mas essa série é a minha favorita de todos os tempos e é a razão do meu amor pela leitura. Esse é o segundo livro da série e ao todo são oito volumes.

Se você pensa que a Rebecca Bloomwood tomou juízo desde o final do primeiro livro, está completamente enganado. Ela continua a mesma louca das compras de sempre, e, na realidade, eu arrisco dizer que ela está mais descontrolada (e engraçada também), pois, no começo do livro, ela está achando que está “sob controle”, quando na realidade ela compra tudo o que vê (e o que não vê) pela frente, e sempre tem uma desculpa muito plausível – claro que não – para justificar a compra, por mais inútil que seja.

Honestamente, pagar aquelas dívidas foi a sensação mais maravilhosa e empolgante do mundo. Isso aconteceu há alguns meses – mas ainda viajo quando penso nisso. Não há nada melhor do que estar com todas as dívidas absolutamente pagas, há? E olhe para mim agora. Sou uma pessoa completamente diferente da Becky antiga. Sou um ser humano reformado. Nem mesmo entrei no cheque especial!

Bem, tá legal. Eu entrei um pouquinho no cheque especial. Mas o único motivo é que recentemente venho olhando as coisas a longo prazo, e investindo pesado na minha carreira. Por isso investi num bocado de roupas para usar na televisão- além de um bom corte de cabelo, manicure e tratamento de pele. E algumas massagens. Porque todo mundo sabe que a gente não consegue um bom desempenho se estiver toda estressada, não é?

Um dos momentos mais engraçados, para mim, é no início do livro. Becky vai passar um final de semana fora com o namorado Luke, e essa criatura arruma uma CONFUSÃO com as malas, tudo porque não quer que ele ache (aliás, confirme) que ela é a louca das roupas. Então ela arruma um esquema muito arriscado para resolver esse problema, e claro, não dá certo. Não entrarei em detalhes para não estragar.

Presunçosa, entrego a ele a maletinha mais graciosa do mundo. É de lona branca com corações vermelhos impressos em volta, e eu uso como frasqueira.
– É só isso? – diz Luke, pasmo, e eu contenho um risinho. Há! Isso vai mostrar a ele quem consegue viajar com pouca bagagem.
Estou tão satisfeita comigo mesma! Tudo que tenho nessa mala é minha maquiagem e o xampu – mas Luke não precisa saber, precisa?

Se Becky continua uma “shopaholic” (viciada em compras) de primeira, o seu namorado Luke Brandon, está ainda mais “workaholic” (viciado em trabalho). Ele vive trabalhando, e por isso ainda não teve a oportunidade de conhecer os pais de Becky. A consequência disso? Eles e os vizinhos acham que o famoso Luke Brandon é uma lenda inventada por Becky, e que na realidade, ela não está namorando ninguém. A situação fica ainda mais delicada no casamento do filho de Martin e Janice (o casal enxerido de vizinhos e amigos dos pais dela), afinal todos acham que ela é apaixonada por ele, coitada da Becky.

A pior parte foi que nossos vizinhos, Janice e Martin, apareceram para tomar um copo de xerez e “conhecer o famoso Luke”, como disseram, e quando descobriram que ele não estava, ficaram me lançando aqueles olhares penalizados tingidos de presunção, porque seu filho Tom vai se casar com a namorada Lucy na semana que vem. E eu tenho uma suspeita horrível de que eles acham que eu tenho uma queda por ele.

Mas o pior ainda estava por vir. A confusão se torna catastrófica quando Luke vai para Nova York, para expandir sua empresa. Becky vai junto e fica admirada e muitíssimo empolgada com a oportunidade de arrumar um novo emprego em alguma emissora de televisão americana. Ela é um sucesso na TV britânica, e vejam bem, como consultora financeira! Tudo está tranquilo, até que um jornal britânico resolve expor os seus problemas financeiros. Luke, imaginando que ela tinha tomado jeito, fica possesso, achando que isso afetará os seus negócios.

E então olho a página central dupla. Pego-a, muito lentamente. E é como se alguém tivesse me dado um soco no estômago. Há uma foto minha. É uma foto que não reconheço – não é muito lisonjeira. Estou andando em alguma rua, uma rua de Nova Iorque, e estou segurando um monte de bolsas de compras. E há uma foto de Luke, num círculo. E uma foto pequenininha de Suze. E a manchete diz…
Ah meu Deus, nem consigo dizer. Nem posso contar o que ela diz. É uma matéria gigantesca, ocupando as duas páginas centrais (…), tenho de ler cada linha horrível, humilhante.

Com a confusão armada, Becky decide voltar para Londres e tentar convencer o seu gerente de banco a ajudá-la. Só que ele não está nem um pouco a fim de fazer isso, muito pelo contrário. Mas com a ajuda de Suze, sua melhor amiga, e de seus pais, ela consegue dar a volta por cima.

Ah, e o Luke parece um chato né? Mas não é não viu? Ele é um lindo, e gosta muito da Rebecca, ele só é muito pé no chão, prático e workaholic. Nos livros seguintes ele tira a Becky de muitas enrascadas. Vocês vão amá-lo, eu prometo!

A narrativa é em primeira pessoa e Becky está sempre “conversando” com os leitores, eu acho isso o máximo. Assim como o primeiro, esse livro é risada do começo ao fim. E eu repito o que eu disse na outra resenha da série: não leiam esse livro em público, porque você pode passar vergonha com as gargalhadas que vai dar!

Os livros “Os delírios de consumo de Becky Bloom” e “Os delírios de consumo na 5 avenida” deram origem ao filme estrelado por Isla Fisher e Hugh Dancy (<3). Claro, com algumas (muitas, para ser bem sincera) modificações. Mas eu gosto dele mesmo assim.

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(photo credit: Thinkstock)

Receita: PIÑA COLADA

Ainda dá tempo de se refrescar na beira da piscina, afinal estamos no verão e ainda temos o Carnaval! Nada melhor do que um drink tropical para acompanhar esses momentos de alegria debaixo de um sol escaldante!

Segue a receita:

– 30ml de rum branco;

– 30ml de leite de coco;

– 90ml de suco de abacaxi (fica maravilhoso com o suco natural, bem concentrado e sem açúcar, pois a receita já contém leite condensado. Caso use o suco de caixinha, não tem problema, é só diminuir a quantidade de leite condensado);

– 2 colheres de sopa de leite condensado, igual a 30ml;

– Gelo.

Existem duas maneiras de fazer: no liquidificador ou na coqueteleira. A Piña Colada é um drink batido, pois contém ingredientes que são difíceis de misturar, o leite condensado e o leite de coco. E é bom deixar o suco de abacaxi bem gelado, assim não há necessidade de acrescentar muito gelo.

*Dica* Antes de fazer o suco, deixe o abacaxi por um tempo na geladeira (mais ou menos 2 horas).

Preparo na coqueteleira:

Coloque um pouco de gelo, em seguida acrescente o rum e depois os demais ingredientes. Tampe bem, para não ocorrer nenhum acidente enquanto chacoalha a coqueteleira. Pronto! É só coar, para não servir com gelo e não correr o risco de ficar aguado.

Preparo no liquidificador:

Coloque o rum e em seguida os demais ingredientes e bata. Por último coloque o gelo, e não bata muito o gelo para o drink não ficar aguado. Está pronto! É só coar e servir.

Decoração para servir:

Fica lindo e interessante servir o drink dentro do coco seco, do coco verde ou do abacaxi. Também fica legal servir dentro de um copo de vidro decorado com um pedaço de abacaxi na borda ou com uma sombrinha para drinks.

História

Quem quiser saber mais sobre esse drink, de origem porto-riquenha, há muitos vídeos no Youtube disponíveis. Segue abaixo uma sugestão que traz um pouco sobre a história dela. O vídeo é em espanhol, mas é bem fácil de entender. Clique aqui para assistir.

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