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RESENHA: Outlander – A viajante no tempo – Livro 1

Em um post resenha que fiz sobre o livro “Como eu era antes de você”, eu disse que o filme baseado na obra era uma das melhores adaptações livro-filme que eu já tinha visto, se não a melhor. E hoje eu vou contar um pouco sobre outro livro que foi adaptado, não para o cinema, mas sim para o universo das séries: OUTLANDER.

Fiquei conhecendo a série através de uma amiga e logo me interessei pelo tema. Assisti as duas temporadas disponíveis em um espaço de duas semanas. Nunca fiquei tão “apaixonada” com uma série de TV (Friends não conta rs). Foi aí que descobri sobre os livros e, sendo uma leitora voraz como sou, comecei a ler. Eles são de autoria de Diana Gabaldon e publicados pelo mundo inteiro. Ao todo são 8 livros (se não me engano, Diana vai publicar mais um ou dois) e, no Brasil, estão disponíveis os 5 primeiros volumes (os livros 3, 4 e cinco são divididos em duas partes, pois os livros são muito grandes).

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A resenha de hoje será sobre o primeiro livro: Outlander – A viajante no tempo, este que deu origem à primeira temporada da série de TV, que está disponível na Netflix.

A história começa no ano de 1945, e conta a história da inglesa Claire Randall, uma enfermeira da II Guerra Mundial. Com o fim da guerra, Claire finalmente pode se reunir com seu marido, Frank Randall, depois de anos separados, e resolvem tirar umas férias, em uma espécie de segunda lua de mel. O lugar escolhido foi as Terras Altas, na Escócia, mais precisamente em Inverness, pois Frank – um historiador e professor universitário – além de passar um tempo com Claire, queria descobrir mais sobre os seus antepassados.  

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É assim que Claire, andando e conhecendo a cidade enquanto Frank estuda a sua árvore genealógica, se depara com um misterioso círculo de pedras chamado Craigh na Dun. É nessa hora que seu mundo vira de cabeça para baixo. Ao se aproximar das pedras, Claire toca uma delas e imediatamente a atravessa, passando, como o livro explica, por uma “fenda no tempo”, indo parar no mesmo lugar que estava, só que há 200 anos antes.

Claire fica completamente atônita e tentando entender o que realmente aconteceu e como lidar com a situação. Mas não dá tempo nem de pensar, pois ela logo se mete em confusão (sem querer, é claro) e é encontrada por um grupo de homens, que acham que ela é, ou uma bruxa, ou uma prostituta ou uma espiã inglesa. Estes acabam levando-a consigo para um destino desconhecido. E é neste grupo que ela conhece o escocês James Fraser, por quem se afeiçoa e, consequentemente, se apaixona.

Entre imprevistos e reviravoltas, Claire tem que decidir se quer voltar ao seu tempo, e ao seu marido ou se permanecerá ao lado deste escocês que aprendeu a amar.

Este foi só um pequeno resumo da premissa do livro, já que ele é muito denso e cheio de detalhes, são 797 páginas. A história é muito envolvente, e para quem está com receio de ter muita fantasia e magia na história, está completamente enganado. A única parte sobrenatural é a passagem no círculo de pedras, o restante da história é bastante plausível e real.

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Os personagens principais, Claire e Jamie, são os meus favoritos. Claire é uma mulher forte, inteligente, decidida, que sabe o que quer e não é de baixar a cabeça para ninguém, claro, como qualquer ser humano, tem os seus defeitos e fraquezas, mas é exatamente isso que me faz adorar tanto a personagem. E o mesmo vale para Jamie, que é um homem lindo e extremamente dedicado e fofo, mas ao mesmo tempo teimoso feito uma mula! Os dois juntos formam um casal apaixonante e muito engraçado. Eu fiquei completamente envolvida na história (e ainda estou, já que estou no começo do quarto livro), e tenho certeza de que você irá também.

Tem vilão na história? Tem sim, um dos piores na minha opinião, um sujeito sem nenhum escrúpulos, guarde esse nome: Jonathan Randall, mais conhecido como Capitão Black Jack Randall. Bem, eu acho perigoso explicar mais sobre a história, porque o interessante é você ir lendo e descobrindo a cada página, se surpreendendo com os acontecimentos.  Mas vale salientar que Outlander mistura história (principalmente a da Escócia), mitos religiosos, tradições e crenças passadas, batalhas e muito amor e companheirismo.

Frank Randall | Black Jack Randall
Frank Randall | Black Jack Randall

Como disse no início da resenha, a adaptação para a série de TV é muito boa. Obviamente, tem algumas pequenas e sutis mudanças e algumas omissões, mas isso é normal em qualquer adaptação. Na série, a atriz escolhida para interpretar a Claire é a irlandesa Catriona Balfe, e o o intérprete de James Fraser é o escocês Sam Heughan, e eles não podiam ter feito melhor escolha. Ah, e o vilão Jack Randall e o marido da Claire, Frank Randall, são vividos por Tobias Menzies (ele atuou em Game Of Thrones). Somente a primeira temporada está disponível na Netflix, mas se você procurar direitinho você encontra a segunda online (referente ao segundo livro). Eles estão finalizando as filmagens da terceira temporada agora, e será lançada em setembro deste ano. Mal posso esperar!

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MÊS JUNINO

Em uma fita VHS antiga me vejo com aproximadamente cinco anos de idade, em plena comemoração de Natal na casa de minha avó paterna, cantando alegremente: “FESTA JUNINAAA”.

Sim, eu sempre amei o Natal, principalmente na hora de me deliciar com os tradicionais “capelettis” feitos pela minha família nessa época. Mas pelo vídeo fica óbvio o quanto, desde pequena, a Junina é minha festa favorita.

Claro que eu adorava as “pausas” na escola para os ensaios da quadrilha, a escolha do vestido e do par para a dança. Mas não era só isso que me atraia e ainda atrai nessa comemoração.

O misto do frio (que adoro!), das comidas gostosas, das bagunças e do jeito despojado e divertido dessa tradição sempre me encantaram! E tem algo melhor que caldo, canjica e quentão no frio?! Sem contar a decoração e os trajes sempre muito coloridos e alegres.

Por mim, ampliavam esse costume de junho para qualquer mês que faça um “friozinho”!

Fotos: Arquivo pessoal Raissa Ferri

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Tattoos

Desde nova sempre fui encantada por tatuagens e como aqueles desenhos marcavam os corpos das pessoas. Vários desenhos me fascinavam e fascinam até hoje.

A tatuagem é uma das muitas formas de modificação corpo humano mas, sem dúvida, uma das mais comuns e, sem dúvida, comuns também em várias culturas, cada qual com os seus próprios símbolos e significados.

Quando eu tinha 15 anos decidi fazer a minha primeira tatuagem. Era uma borboleta e ela tinha um significado para mim, a minha transformação. Bom, pelo menos era o que eu desejava ao colocá-la em minha pele. Fui com minha mãe no estúdio pois, por ser menor de idade, precisei de uma autorização assinada por ela. Senti uma dor única, própria da tatuagem, porém não me deixei abalar e fui logo planejando a minha segunda.

A segunda tatuagem, uma pequena imagem que remetia a um compasso, fiz com 18 anos. O significado, para mim, estava relacionado aos futuros caminhos que eu planejava traçar.

No início, e nas primeiras tatuagens, os significados eram importantes para mim. Algum tempo e tatuagens depois, percebi que o significado do símbolo não era tão importante quando a importância da tatuagem para mim, qualquer que fosse o desenho.

Atualmente, com meus trinta anos, tenho sete tatuagens. Duas delas são, inclusive, coberturas das primeiras tatuagens que fiz e que relatei no início do texto.

As demais, fui fazendo a medida que sentia vontade e, principalmente, quando tinha dinheiro. Eu considero tatuagem um investimento e tenho amor por todas as que tenho. E, sem dúvida, ainda farei muitas (em número ímpar, pois dizem que traz sorte).

Prefiro escolher locais mais “discretos” em meu corpo e essa escolha tem a ver comigo: tenho medo de me cansar de tanto olhar para elas. Mas, claro, preciso reconhecer que essa escolha também é influenciada pela sociedade. Infelizmente vivemos em uma cultura em que pessoas tatuadas possuem certos esterótipos negativos e podem sofrer, por isso, diversos preconceitos. Apesar disso, a medida em que o tempo foi passando eu fui “expondo” mais as minhas tatuagens e “estampando” elas em locais cada vez mais visíveis.

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Para mim, a tatuagem é uma forma de eternizarmos os nossos desejos, sonhos e sentimentos em nossa pele. Além disso, particularmente, acho um lindo “acessório”. É como se nunca ficássemos nus totalmente e também não sentirmos solitários pois elas irão sempre nos acompanhar.

E ainda que haja dor – às vezes muita dor, quase insuportável – creio que essa faz parte do processo. E a satisfação gerada ao final de uma sessão de tatuagem – que pode durar horas –, é indescritível.

Eu me vejo bem velhinha e com várias tatuagens. E me vejo falando sobre elas aos meus filhos e netos e, quem sabe, incentivando-os a fazê-las também.

Imagens: As imagens não são minhas, todas são do Google Imagens.

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