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RECEITA: CANJICA DOCE

O inverno chegou e com ele os caldos, canjicas, pés-de-moleque, paçocas e muitas comidas gostosas junto. Hoje vamos ensinar a preparar uma deliciosa canjica!

Canjica doce

-500gr. de canjica;

-2 xicaras de açúcar;

-1l. de leite;

-10 unidades de cravo;

-3 pauzinhos de canela;

-1 lata de leite condensado;

-100gr. de coco ralado;

-250gr.amendoim torrado e moído.

 

Modo de preparo:

Lave a canjica em água corrente e deixe de molho de um dia para o outro.

No dia seguinte, coloque a canjica para cozinhar em uma panela de pressão com a água cobrindo todos os grãos. Deixe a panela ganhar pressão, isso acontece quando a panela começa a chiar, e deixe cozinhar por 50 minutos em fogo médio para baixo.

Depois que a panela perder a pressão, acrescente todo leite e açúcar. Em um saquinho de pano, coloque os cravos e os paus de canela (sim, dentro da panela, pois depois fica mais fácil para retirá-los. Procure colocar em um saquinho bem limpo). Deixe cozinhar por mais 20 minutos ou o suficiente para o caldo da canjica engrossar, mas sem secar por completo.

Retire o saquinho com os cravos e os paus de canela. No  final, adicione os demais ingredientes: leite condensado, coco ralado e amendoim. Pronto!

É só se esquentar no inverno! Doce e quentinho!

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Livros infantis para ler (e reler)!

Quem foi criança nas décadas de 80 e 90 com certeza vai sentir saudade!
Quando pequena sempre gostei muito de ler e, por isso, foram muitos livros que gostei, que li e reli e que tenho lembranças, mas alguns deles deixaram uma marca maior. Acredito que algumas pessoas irão compartilhar comigo esse sentimento.

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Menino Maluquinho, de Ziraldo
Editora: Melhoramentos
Ano: 1980

Eu adorava ler e reler aquela historia, de um menino maluquinho que usava uma panela na cabeça e fazia muita arte. As ilustrações simples e divertidas, a história direta, com frases curtas e de fácil leitura me prendiam a atenção toda vez que reli este livro. Mas o melhor de tudo era que ele fazia a imaginação da gente funcionar na hora! Imaginando mundos, mapas e aventuras.

Mais tarde vieram outros livros da série, como Uma professora muito maluquinha, Uma menina chamada Julieta, A fazendinha maluca e que também merecem ser lidos.

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Lúcia já vou indo, de Maria Heloisa Penteado
Editora: Ática
Ano: 1978

A 30 edição do livro foi lançada em 2012 já utilizando a nova ortografia.

Lembro deste ser um dos primeiros livros “que li sozinha” pela primeira vez. Suas ilustrações são bem coloridas e alegres. Conta a história cativante de uma lesminha que foi convidada para uma festa, mas que tinha dificuldades para chegar nela, tamanha sua lentidão. E como as coisas se resolvem? Só lendo para saber. E a gente sempre tinha aquela colega ou colega de escola que ganhava o apelido de “Lúcia já vou indo”!

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Coleção Vaga-lume – Vários autores brasileiros

Foi lançada pela Editora Ática a partir de 1972, mas o sucesso veio na década de 80. Muitas histórias de aventura, drama e/ou suspense (acredito que as primeiras desse último gênero que muitos de nós lemos), recheadas de emoções e mistérios.

Eram tantos títulos que às vezes era difícil decidir qual ler primeiro. Uns liam por prazer, outros porque a escola obrigava mesmo.

Interessante lembrar que as tramas aconteciam em cidades brasileiras, trazendo também a cultura da época.

Alguns títulos marcantes:

O escaravelho do diabo, de Lúcia Machado de Almeida; esse teve a sua versão em filme lançada em 2016 (ainda não tive a oportunidade de assistir).
O caso da borboleta Atíria, de Lúcia Machado de Almeida.
O rapto do garoto de ouro, de Marcos Rey.
A árvore que dava dinheiro, de Domingos Pellegrini.

Alguém se identificou? Tem alguma dica de livro para ser citado aqui? Quer nos contar alguma história interessante de sua experiência com estes livros? Comentem!

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Precisamos falar sobre o feminismo

Em um primeiro momento gostaria de dizer que, nesse texto, não vou adentrar em questões relacionadas às teorias de gênero e sexualidade pois essa discussão é ainda mais extensa do que o entendimento do feminismo em si e das várias questões que o permeiam. Portanto esse será o foco dessa publicação: o feminismo.

Gostaria de começar esse texto dizendo algo essencial e talvez pouco compreendido por muitos: o feminismo não é o contrário de machismo. Enquanto o feminismo tem como intenção a igualdade entre os gêneros, o machismo estabelece uma condição de superioridade do homem em relação à mulher.

Então o que é o feminismo? Trata-se de um movimento social e político, iniciado em meados do século XIX, cujo objetivo é o acesso aos direitos de forma igualitária, entre homens e mulheres.

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E por que precisamos falar sobre o feminismo? Porque algumas situações vivenciadas por nós mulheres na sociedade cotidianamente, nos fazem refletir sobre a necessidade de colocar essa temática na pauta, especialmente entre as gerações mais novas.

E que situações são essas? (Para citar apenas algumas): a desvalorização da mulher no mercado de trabalho, os constantes assédios nas ruas, além das violências morais, físicas e sexuais. Tudo isso é reflexo da cultura extremamente machista e patriarcal em que vivemos. Em alguns países isso é ainda mais grave e compreendido como algo cultural – países em que as mulheres são penalizadas fisicamente em praças públicas caso cometam traições (por vezes, suas mortes são justificadas por tais motivos); a mutilação genital de meninas com a justificativa do controle da sexualidade feminina; entre outras situações igualmente terríveis. Tais práticas tem sido, inclusive, foco de organizações que defendem os direitos humanos, porém poucas mudanças são percebidas.

Muitos avanços foram possíveis ao longo dos séculos: a conquista do voto feminino, o uso da pílula anticoncepcional visando o controle da natalidade bem como a entrada da mulher no mercado de trabalho, além da presença cada vez mais expressiva de mulheres em cargos de prestígio social, político e econômico. Ainda assim, e infelizmente, as situações de violência e os preconceitos vivenciados pelas mulheres estão extremamente arraigados em nossa sociedade. E é por tudo isso que precisamos continuar falando sobre o feminismo.

O feminismo, como disse inicialmente, é um movimento. E por ser assim, tende a se transformar e a evoluir constantemente. E também por ser um movimento, são necessárias ações contínuas para que ele continue existindo e, sobretudo, possa ocasionar mudanças positivas, avanços.

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Portanto, ser feminista é uma ação cotidiana. Ela exige de nós posicionamento crítico, questionamentos baseados em argumentação inteligente e fundamentada e, principalmente, coragem. Coragem em poder lutar pelo nosso espaço, por fazer a nossa voz ser escutada e por agir de forma coletiva, ainda que individualmente. Como assim? É o que o termo sororidade propõe. Não precisamos vivenciar situações machistas ou de violências de gênero, por exemplo, para saber que muitas mulheres as sofrem. A sororidade consiste também em minimizar os esterótipos e preconceitos que, muitas vezes, vezes, são disseminados e reforçados pelas próprias mulheres. Sendo assim, esse conceito resume-se em uma palavra: irmandade. Uma união entre mulheres, baseado na empatia, em busca de alcançar objetivos em comum.

Uma vez que o movimento feminista exige ação contínua e empática entre as mulheres (sororidade) e homens (sim, existem muitos homens feministas!), precisamos fazer um exercício diário: agir e se posicionar diante de toda e qualquer ação, comportamento ou fala machista, particularmente os esterótipos e preconceitos que são reproduzidos pelas crianças e adolescentes.

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Vale ressaltar que muitas situações preconceituosas e violentas, ao menos no Brasil, têm sido repudiadas através das redes sociais e demais veículos de comunicação. Além também da existência dos mecanismos oficiais de divulgação: o Disque 180 é o mais importante deles (criado em 2005, o serviço é gratuito e preserva o anonimato).  E mais do que isso, a ferramenta mais valiosa e poderosa para essa transformação continua sendo a educação. Não apenas a educação “formal” (escola, faculdade), mas a educação que as famílias praticam em casa.

Sendo assim, informe-se. Leia. Compartilhe esse conhecimento e, principalmente, aja.

Dicas de leituras essenciais para compreender melhor a temática do Feminismo:

  • Simone de Beauvoir– O segundo sexo (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009).
  • Judith Butler – Problemas de Gênero – Feminismo e Subversão da Identidade (Col. Sujeito & História – 8ª Ed. 2015).
  • Carole Pateman – O contrato sexual (Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993).
  • Bell Hooks – Feminist theory: from margin to center (Cambridge, MA: South End Press, 2000).
  • Maria da Penha – Sobrevivi, posso contar (Fortaleza: Armazém da Cultura, 2010).
  • Chimamanda Ngozi Adichie – Sejamos Todos Feministas (São Paulo, Companhia das Letras, 2014).
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