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O valor do arquiteto

Hoje vou escrever um breve texto sobre um assunto que vem me incomodando ao longo da minha carreira profissional: o fato das pessoas se acharem no direito de colocar preço no meu serviço. E eu não sou a única a achar isso inconveniente, vários colegas de profissão já me falaram que também lidam com esse tipo de problema, e acredito que isso também afete outros ramos de trabalho. Mas neste texto vou me limitar a discutir o problema na minha área de graduação: Arquitetura e Urbanismo.

Acho que o fato das pessoas acharem que um projeto é “muito caro” é o fato destas mesmas pessoas não terem muita ideia sobre o que o arquiteto faz, muitas acham que a gente só “desenha” e “decora”. Mas é muito além disso, muito mais complexo, e é uma responsabilidade muito grande. Para este texto não ficar muito longo, sugiro que vocês deem uma lida em dois textos já publicados aqui no blog, onde discutimos o papel do arquiteto: Texto 1 | Texto 2.

Preço alto e preço baixo são coisas muito relativas. Antes de você decidir o que é caro ou barato, por favor, sugiro que contemple o orçamento do profissional, leia todos os serviços que a proposta contempla, compare e reflita. Às vezes você contrata um serviço, que ao seu ver, é muito barato achando que está fazendo um ótimo negócio. Mas as vezes o que é barato agora pode sair muito mais caro no futuro, tenha isso sempre em mente.

Um projeto arquitetônico contempla vários aspectos. Primeiramente entende-se o projeto como um “conjunto de desenhos e documentos técnicos necessários à construção”. As etapas são: programa preliminar e orçamento, aprovação do orçamento e o contrato de prestação de serviços, programa, revisão de normas e legislação vigente, levantamento, estudo preliminar, anteprojeto, projeto, projetos complementares (quando for o caso), aprovação no órgão competente (quando for o caso), detalhamento (quando for o caso), acompanhamento de obra (quando for o caso). Deu para entender a complexidade? Sem mencionar a propriedade intelectual e a responsabilidade do profissional que está desenvolvendo e assinando o projeto. Não é brincadeira, é sério. Nenhum projeto é igual ao outro, por isso que é importante avaliar os orçamentos.

Então, antes de questionar o preço, leve em consideração as informações acima, tente entrar em um acordo com o profissional na forma de facilitar o pagamento, estamos sempre abertos a negociar, mas a um preço justo. E, por favor, jamais coloque preço no trabalho de alguém, isso é desagradável e ofensivo aos profissionais, não só da área de arquitetura, mas de todas as outras. Temos que aprender a valorizar o trabalho alheio.

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RECEITA: CANJICA DOCE

O inverno chegou e com ele os caldos, canjicas, pés-de-moleque, paçocas e muitas comidas gostosas junto. Hoje vamos ensinar a preparar uma deliciosa canjica!

Canjica doce

-500gr. de canjica;

-2 xicaras de açúcar;

-1l. de leite;

-10 unidades de cravo;

-3 pauzinhos de canela;

-1 lata de leite condensado;

-100gr. de coco ralado;

-250gr.amendoim torrado e moído.

 

Modo de preparo:

Lave a canjica em água corrente e deixe de molho de um dia para o outro.

No dia seguinte, coloque a canjica para cozinhar em uma panela de pressão com a água cobrindo todos os grãos. Deixe a panela ganhar pressão, isso acontece quando a panela começa a chiar, e deixe cozinhar por 50 minutos em fogo médio para baixo.

Depois que a panela perder a pressão, acrescente todo leite e açúcar. Em um saquinho de pano, coloque os cravos e os paus de canela (sim, dentro da panela, pois depois fica mais fácil para retirá-los. Procure colocar em um saquinho bem limpo). Deixe cozinhar por mais 20 minutos ou o suficiente para o caldo da canjica engrossar, mas sem secar por completo.

Retire o saquinho com os cravos e os paus de canela. No  final, adicione os demais ingredientes: leite condensado, coco ralado e amendoim. Pronto!

É só se esquentar no inverno! Doce e quentinho!

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Livros infantis para ler (e reler)!

Quem foi criança nas décadas de 80 e 90 com certeza vai sentir saudade!
Quando pequena sempre gostei muito de ler e, por isso, foram muitos livros que gostei, que li e reli e que tenho lembranças, mas alguns deles deixaram uma marca maior. Acredito que algumas pessoas irão compartilhar comigo esse sentimento.

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Menino Maluquinho, de Ziraldo
Editora: Melhoramentos
Ano: 1980

Eu adorava ler e reler aquela historia, de um menino maluquinho que usava uma panela na cabeça e fazia muita arte. As ilustrações simples e divertidas, a história direta, com frases curtas e de fácil leitura me prendiam a atenção toda vez que reli este livro. Mas o melhor de tudo era que ele fazia a imaginação da gente funcionar na hora! Imaginando mundos, mapas e aventuras.

Mais tarde vieram outros livros da série, como Uma professora muito maluquinha, Uma menina chamada Julieta, A fazendinha maluca e que também merecem ser lidos.

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Lúcia já vou indo, de Maria Heloisa Penteado
Editora: Ática
Ano: 1978

A 30 edição do livro foi lançada em 2012 já utilizando a nova ortografia.

Lembro deste ser um dos primeiros livros “que li sozinha” pela primeira vez. Suas ilustrações são bem coloridas e alegres. Conta a história cativante de uma lesminha que foi convidada para uma festa, mas que tinha dificuldades para chegar nela, tamanha sua lentidão. E como as coisas se resolvem? Só lendo para saber. E a gente sempre tinha aquela colega ou colega de escola que ganhava o apelido de “Lúcia já vou indo”!

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Coleção Vaga-lume – Vários autores brasileiros

Foi lançada pela Editora Ática a partir de 1972, mas o sucesso veio na década de 80. Muitas histórias de aventura, drama e/ou suspense (acredito que as primeiras desse último gênero que muitos de nós lemos), recheadas de emoções e mistérios.

Eram tantos títulos que às vezes era difícil decidir qual ler primeiro. Uns liam por prazer, outros porque a escola obrigava mesmo.

Interessante lembrar que as tramas aconteciam em cidades brasileiras, trazendo também a cultura da época.

Alguns títulos marcantes:

O escaravelho do diabo, de Lúcia Machado de Almeida; esse teve a sua versão em filme lançada em 2016 (ainda não tive a oportunidade de assistir).
O caso da borboleta Atíria, de Lúcia Machado de Almeida.
O rapto do garoto de ouro, de Marcos Rey.
A árvore que dava dinheiro, de Domingos Pellegrini.

Alguém se identificou? Tem alguma dica de livro para ser citado aqui? Quer nos contar alguma história interessante de sua experiência com estes livros? Comentem!

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