Categoria: Literatura

ideia-estante-para-livros-30

Livros infantis para ler (e reler)!

Quem foi criança nas décadas de 80 e 90 com certeza vai sentir saudade!
Quando pequena sempre gostei muito de ler e, por isso, foram muitos livros que gostei, que li e reli e que tenho lembranças, mas alguns deles deixaram uma marca maior. Acredito que algumas pessoas irão compartilhar comigo esse sentimento.

L04_MeninoMaluquinho

Menino Maluquinho, de Ziraldo
Editora: Melhoramentos
Ano: 1980

Eu adorava ler e reler aquela historia, de um menino maluquinho que usava uma panela na cabeça e fazia muita arte. As ilustrações simples e divertidas, a história direta, com frases curtas e de fácil leitura me prendiam a atenção toda vez que reli este livro. Mas o melhor de tudo era que ele fazia a imaginação da gente funcionar na hora! Imaginando mundos, mapas e aventuras.

Mais tarde vieram outros livros da série, como Uma professora muito maluquinha, Uma menina chamada Julieta, A fazendinha maluca e que também merecem ser lidos.

40-livros-que-vao-fazer-voce-morrer-de-saudades-d-2-15538-1396470204-16_dblbig

Lúcia já vou indo, de Maria Heloisa Penteado
Editora: Ática
Ano: 1978

A 30 edição do livro foi lançada em 2012 já utilizando a nova ortografia.

Lembro deste ser um dos primeiros livros “que li sozinha” pela primeira vez. Suas ilustrações são bem coloridas e alegres. Conta a história cativante de uma lesminha que foi convidada para uma festa, mas que tinha dificuldades para chegar nela, tamanha sua lentidão. E como as coisas se resolvem? Só lendo para saber. E a gente sempre tinha aquela colega ou colega de escola que ganhava o apelido de “Lúcia já vou indo”!

L04_Vagalume

Coleção Vaga-lume – Vários autores brasileiros

Foi lançada pela Editora Ática a partir de 1972, mas o sucesso veio na década de 80. Muitas histórias de aventura, drama e/ou suspense (acredito que as primeiras desse último gênero que muitos de nós lemos), recheadas de emoções e mistérios.

Eram tantos títulos que às vezes era difícil decidir qual ler primeiro. Uns liam por prazer, outros porque a escola obrigava mesmo.

Interessante lembrar que as tramas aconteciam em cidades brasileiras, trazendo também a cultura da época.

Alguns títulos marcantes:

O escaravelho do diabo, de Lúcia Machado de Almeida; esse teve a sua versão em filme lançada em 2016 (ainda não tive a oportunidade de assistir).
O caso da borboleta Atíria, de Lúcia Machado de Almeida.
O rapto do garoto de ouro, de Marcos Rey.
A árvore que dava dinheiro, de Domingos Pellegrini.

Alguém se identificou? Tem alguma dica de livro para ser citado aqui? Quer nos contar alguma história interessante de sua experiência com estes livros? Comentem!

outlander

RESENHA: Outlander – A viajante no tempo – Livro 1

Em um post resenha que fiz sobre o livro “Como eu era antes de você”, eu disse que o filme baseado na obra era uma das melhores adaptações livro-filme que eu já tinha visto, se não a melhor. E hoje eu vou contar um pouco sobre outro livro que foi adaptado, não para o cinema, mas sim para o universo das séries: OUTLANDER.

Fiquei conhecendo a série através de uma amiga e logo me interessei pelo tema. Assisti as duas temporadas disponíveis em um espaço de duas semanas. Nunca fiquei tão “apaixonada” com uma série de TV (Friends não conta rs). Foi aí que descobri sobre os livros e, sendo uma leitora voraz como sou, comecei a ler. Eles são de autoria de Diana Gabaldon e publicados pelo mundo inteiro. Ao todo são 8 livros (se não me engano, Diana vai publicar mais um ou dois) e, no Brasil, estão disponíveis os 5 primeiros volumes (os livros 3, 4 e cinco são divididos em duas partes, pois os livros são muito grandes).

20170608_133943-01

A resenha de hoje será sobre o primeiro livro: Outlander – A viajante no tempo, este que deu origem à primeira temporada da série de TV, que está disponível na Netflix.

A história começa no ano de 1945, e conta a história da inglesa Claire Randall, uma enfermeira da II Guerra Mundial. Com o fim da guerra, Claire finalmente pode se reunir com seu marido, Frank Randall, depois de anos separados, e resolvem tirar umas férias, em uma espécie de segunda lua de mel. O lugar escolhido foi as Terras Altas, na Escócia, mais precisamente em Inverness, pois Frank – um historiador e professor universitário – além de passar um tempo com Claire, queria descobrir mais sobre os seus antepassados.  

outlander3

É assim que Claire, andando e conhecendo a cidade enquanto Frank estuda a sua árvore genealógica, se depara com um misterioso círculo de pedras chamado Craigh na Dun. É nessa hora que seu mundo vira de cabeça para baixo. Ao se aproximar das pedras, Claire toca uma delas e imediatamente a atravessa, passando, como o livro explica, por uma “fenda no tempo”, indo parar no mesmo lugar que estava, só que há 200 anos antes.

Claire fica completamente atônita e tentando entender o que realmente aconteceu e como lidar com a situação. Mas não dá tempo nem de pensar, pois ela logo se mete em confusão (sem querer, é claro) e é encontrada por um grupo de homens, que acham que ela é, ou uma bruxa, ou uma prostituta ou uma espiã inglesa. Estes acabam levando-a consigo para um destino desconhecido. E é neste grupo que ela conhece o escocês James Fraser, por quem se afeiçoa e, consequentemente, se apaixona.

Entre imprevistos e reviravoltas, Claire tem que decidir se quer voltar ao seu tempo, e ao seu marido ou se permanecerá ao lado deste escocês que aprendeu a amar.

Este foi só um pequeno resumo da premissa do livro, já que ele é muito denso e cheio de detalhes, são 797 páginas. A história é muito envolvente, e para quem está com receio de ter muita fantasia e magia na história, está completamente enganado. A única parte sobrenatural é a passagem no círculo de pedras, o restante da história é bastante plausível e real.

outlander2

Os personagens principais, Claire e Jamie, são os meus favoritos. Claire é uma mulher forte, inteligente, decidida, que sabe o que quer e não é de baixar a cabeça para ninguém, claro, como qualquer ser humano, tem os seus defeitos e fraquezas, mas é exatamente isso que me faz adorar tanto a personagem. E o mesmo vale para Jamie, que é um homem lindo e extremamente dedicado e fofo, mas ao mesmo tempo teimoso feito uma mula! Os dois juntos formam um casal apaixonante e muito engraçado. Eu fiquei completamente envolvida na história (e ainda estou, já que estou no começo do quarto livro), e tenho certeza de que você irá também.

Tem vilão na história? Tem sim, um dos piores na minha opinião, um sujeito sem nenhum escrúpulos, guarde esse nome: Jonathan Randall, mais conhecido como Capitão Black Jack Randall. Bem, eu acho perigoso explicar mais sobre a história, porque o interessante é você ir lendo e descobrindo a cada página, se surpreendendo com os acontecimentos.  Mas vale salientar que Outlander mistura história (principalmente a da Escócia), mitos religiosos, tradições e crenças passadas, batalhas e muito amor e companheirismo.

Frank Randall | Black Jack Randall
Frank Randall | Black Jack Randall

Como disse no início da resenha, a adaptação para a série de TV é muito boa. Obviamente, tem algumas pequenas e sutis mudanças e algumas omissões, mas isso é normal em qualquer adaptação. Na série, a atriz escolhida para interpretar a Claire é a irlandesa Catriona Balfe, e o o intérprete de James Fraser é o escocês Sam Heughan, e eles não podiam ter feito melhor escolha. Ah, e o vilão Jack Randall e o marido da Claire, Frank Randall, são vividos por Tobias Menzies (ele atuou em Game Of Thrones). Somente a primeira temporada está disponível na Netflix, mas se você procurar direitinho você encontra a segunda online (referente ao segundo livro). Eles estão finalizando as filmagens da terceira temporada agora, e será lançada em setembro deste ano. Mal posso esperar!

20170316_102127-01

Resenha: Amor nas Entrelinhas de Katie Fforde

Características:
Título em português: Amor nas Entrelinhas
Título original: Love Letters
Autor (a): Katie Fforde
Número de páginas: 399
Minha edição é número: 1 | ano 2014
Tradução: Marilene Tombini
Editora no Brasil: Record
Ano da primeira publicação: 2009
Site da autora: www.katiefforde.com
Onde comprar: Saraiva | Livraria Cultura | Americanas.com

Sinopse:
Prestes a ficar desempregada, Laura Horsley acha que o convite para ajudar na organização de um festival literário veio bem a calhar. Porém, quando recebe a missão de convencer o famoso escritor Dermot Flynn a comparecer ao evento, ela é dominada pelo pânico. Afinal, Dermot é conhecido tanto por seu temperamento difícil e sua reclusão quanto por seus prêmios literários. E também é o escritor favorito de Laura, além de ser extremamente atraente e dono de uma longa lista de conquistas amorosas. Por isso, não é de se surpreender quando ele diz que só irá participar do festival se ela concordar com uma única condição, que pode colocar em risco não só o sucesso do eventos, mas também o coração de Laura.

Quando me deparei com “Amor nas Entrelinhas” na livraria, eu imediatamente me “apeguei” a ele. Foi uma daquelas vezes que a gente logo pensa: “Esse livro vai ser ótimo, tenho certeza”. E não me enganei, eu simplesmente “devorei” o livro em dois dias. Então vamos à história:

Laura é uma mulher inglesa extremamente apaixonada por livros e leitura. Mas também é uma pessoa muito solitária. E para completar, é filha única e seus pais não concordam com sua escolha de carreira. Ela trabalha em uma livraria independente, que está prestes a fechar as portas, deixando-a a beira do desemprego. Ela é bem próxima do dono da livraria, o adorável Henry e o seu melhor (e único, no começo do livro pelo menos) amigo é o seu colega de trabalho, Grant.

É em uma noite de autógrafos na livraria que sua vida começa a mudar, quando conhece a agente literária Eleanora Huckleby. Eleanora fica encantada com os conhecimentos de Laura e decide apresentá-la a sua sobrinha Fenella, que juntamente com o seu marido Rupert, está organizando um festival musical e literário. No começo Laura fica bem receosa de aceitar o convite, afinal, na cabeça dela, não tem a capacidade de organizar um evento dessa magnitude.

Enquanto sua mente vagara, ela se flagrou pensando em de que forma uma sutil mudança, como saber que perderia o emprego, podia desencadear outras pequenas mudanças. Ela ainda tinha um trabalho, não estava desempregada, mas desde que soubera que iria perdê-lo, falara com Eleanora com muito mais liberdade do que teria falado normalmente e havia sido convidada a organizar um festival literário. Depois, saiu com Grant, e em vez de apenas ouvir a banda, ela se levantara, fora dançar e realmente se divertira. Era provável que houvesse um nome científico para isso, como a teoria de que uma borboleta que bate asas no Brasil provoca um furacão em algum outro lugar bem distante. Talvez ela apenas devesse aceitar seu destino e seguir em frente, como Grant diria. Afinal, ir a reunião do festival não significava que ela tivesse que concordar em ajudar a organizá-lo. – página 36

Mas nada é sempre tão fácil, não é mesmo? O milionário Jacob Stone só irá patrocinar o evento se o escritor irlandês Dermot Flynn comparecer. E quem vocês acham que ficou encarregada de convencer Dermot a participar do evento? Isso mesmo, nossa querida Laura. Acontece que ele está em reclusão total e se nega a participar de qualquer coisa há 15 anos. E por coincidência ele é o escritor favorito de Laura. A partir daí ela embarca em uma missão na Irlanda e acaba se envolvendo bastante com Dermot e ele também com ela.

Vê-lo outra vez fez com que ela não parasse de sorrir. Dermot também parecia satisfeito em vê-la. Só por um instante Laura cogitou se havia mais do que só o prazer de encontrar uma amiga no olhar dele ou se era sua imaginação. Ela tinha pouquíssima experiência nisso, e embora sentisse que conhecia Dermot muito melhor agora do que quando o vira pela última vez, eles só haviam se encontrado três vezes e todas elas tinham sido há muito tempo. – página 195

O livro tem uma escrita muito tranquila e fluida, um romance bem leve e apaixonante. A maioria dos personagens são bacanas: Dermot é o tipo de cara garanhão mas que no fundo é sensível (cliché? Sim, mas tá valendo), Grant é o melhor amigo engraçado, Mônica é amiga “pau pra toda obra”, Fenella e Rupert o casal maravilha e Eleanora a agente osso duro de roer, mas que é uma espécie de fada madrinha. Os únicos personagens que eu não gostei, foram os pais de Laura. Eles não aparecem muito na trama, mas quando aparecem eu tenho vontade de dar uns tapas na cara.

Vale a pena a leitura, é o primeiro livro que leio da autora e recomendo bastante. No final do livro você vai estar implorando por uma continuação, pode acreditar.