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Diversidade cultural brasileira

Se existe algo que me encanta muito em nosso país é a nossa diversidade cultural. No Brasil nós temos a presença de diversas culturas e, por isso, é impossível nos categorizar como um povo só, homogêneo.

Indígenas, europeus, africanos e orientais. Em resumo, a nossa cultura foi constituída dessas diferentes culturas e etnias, a partir dessas, mescladas em muitas outras. Isso, em um resumo muito simplista e pouco aprofundado, é o que entendemos como “miscigenação”. Não entrarei aqui nos pontos problemáticos de nossa formação enquanto civilização brasileira (como exemplos a violenta colonização portuguesa sofrida pelos povos indígenas, os sombrios períodos em que a escravidão africana ocorreu em nosso solo e nas consequências negativas advindas de tudo isso e que persistem até os dias de hoje). Minha intenção nesse texto é focar no que há de positivo nessa “mistura”.

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Operários é um quadro pintado em 1933 por Tarsila do Amaral que representa o imenso número e a variedade racial das pessoas vindas de todas as partes do Brasil para trabalhar nas fábricas, que começavam a surgir no país, principalmente nas metrópoles, como em São Paulo na década de 1930, impulsionando o capitalismo e a imigração.

Cada região do nosso país é bem demarcada pelas raízes e culturas que a formaram e isso é muito relevante culturalmente e é expresso cotidianamente por todos nós.

O que acho mais interessante nisso são as nossas diferenças enquanto povo, expressas em nossa forma de vestir, falar, comer e até mesmo agir. Além disso, as diferenças evidenciadas em nossos traços, nas cores da pele, na textura dos cabelos, enfim, tudo aquilo que marca a nossa singularidade mas também evidencia as nossas heranças e raízes.

E fato é que tais singularidades continuam a se misturar e vão se aprofundando cada vez mais em nossa cultura. E é isso que dá mais “sabor” em nosso “jeitinho brasileiro” – o positivo, claro.

Essa confluência de diferentes formas de viver e se expressar deve ter como resultado algo que considero fundamental na sociedade: a empatia (em resumo, nos colocar no lugar do outro, sem julgamentos). Pensar em tantas diferenças juntas requer, sem dúvida, pensar na necessidade do respeito e na convivência harmônica entre todos nós. Diferenças não podem ser traduzidas em discriminações, fato tão corriqueiro – infelizmente – em nosso país.

Pensar na cultura brasileira é pensar em diversidade e essa heterogeneidade, para mim, é – e sempre será – a nossa maior riqueza.

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O valor do arquiteto

Hoje vou escrever um breve texto sobre um assunto que vem me incomodando ao longo da minha carreira profissional: o fato das pessoas se acharem no direito de colocar preço no meu serviço. E eu não sou a única a achar isso inconveniente, vários colegas de profissão já me falaram que também lidam com esse tipo de problema, e acredito que isso também afete outros ramos de trabalho. Mas neste texto vou me limitar a discutir o problema na minha área de graduação: Arquitetura e Urbanismo.

Acho que o fato das pessoas acharem que um projeto é “muito caro” é o fato destas mesmas pessoas não terem muita ideia sobre o que o arquiteto faz, muitas acham que a gente só “desenha” e “decora”. Mas é muito além disso, muito mais complexo, e é uma responsabilidade muito grande. Para este texto não ficar muito longo, sugiro que vocês deem uma lida em dois textos já publicados aqui no blog, onde discutimos o papel do arquiteto: Texto 1 | Texto 2.

Preço alto e preço baixo são coisas muito relativas. Antes de você decidir o que é caro ou barato, por favor, sugiro que contemple o orçamento do profissional, leia todos os serviços que a proposta contempla, compare e reflita. Às vezes você contrata um serviço, que ao seu ver, é muito barato achando que está fazendo um ótimo negócio. Mas as vezes o que é barato agora pode sair muito mais caro no futuro, tenha isso sempre em mente.

Um projeto arquitetônico contempla vários aspectos. Primeiramente entende-se o projeto como um “conjunto de desenhos e documentos técnicos necessários à construção”. As etapas são: programa preliminar e orçamento, aprovação do orçamento e o contrato de prestação de serviços, programa, revisão de normas e legislação vigente, levantamento, estudo preliminar, anteprojeto, projeto, projetos complementares (quando for o caso), aprovação no órgão competente (quando for o caso), detalhamento (quando for o caso), acompanhamento de obra (quando for o caso). Deu para entender a complexidade? Sem mencionar a propriedade intelectual e a responsabilidade do profissional que está desenvolvendo e assinando o projeto. Não é brincadeira, é sério. Nenhum projeto é igual ao outro, por isso que é importante avaliar os orçamentos.

Então, antes de questionar o preço, leve em consideração as informações acima, tente entrar em um acordo com o profissional na forma de facilitar o pagamento, estamos sempre abertos a negociar, mas a um preço justo. E, por favor, jamais coloque preço no trabalho de alguém, isso é desagradável e ofensivo aos profissionais, não só da área de arquitetura, mas de todas as outras. Temos que aprender a valorizar o trabalho alheio.

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RECEITA: CANJICA DOCE

O inverno chegou e com ele os caldos, canjicas, pés-de-moleque, paçocas e muitas comidas gostosas junto. Hoje vamos ensinar a preparar uma deliciosa canjica!

Canjica doce

-500gr. de canjica;

-2 xicaras de açúcar;

-1l. de leite;

-10 unidades de cravo;

-3 pauzinhos de canela;

-1 lata de leite condensado;

-100gr. de coco ralado;

-250gr.amendoim torrado e moído.

 

Modo de preparo:

Lave a canjica em água corrente e deixe de molho de um dia para o outro.

No dia seguinte, coloque a canjica para cozinhar em uma panela de pressão com a água cobrindo todos os grãos. Deixe a panela ganhar pressão, isso acontece quando a panela começa a chiar, e deixe cozinhar por 50 minutos em fogo médio para baixo.

Depois que a panela perder a pressão, acrescente todo leite e açúcar. Em um saquinho de pano, coloque os cravos e os paus de canela (sim, dentro da panela, pois depois fica mais fácil para retirá-los. Procure colocar em um saquinho bem limpo). Deixe cozinhar por mais 20 minutos ou o suficiente para o caldo da canjica engrossar, mas sem secar por completo.

Retire o saquinho com os cravos e os paus de canela. No  final, adicione os demais ingredientes: leite condensado, coco ralado e amendoim. Pronto!

É só se esquentar no inverno! Doce e quentinho!

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