england (1)

Nunca desista dos seus sonhos

É impressionante como a vida simplesmente faz as coisas acontecerem. Desde novinha, por volta de uns 11 ou 12 anos de idade, eu tinha o sonho de conhecer a Inglaterra, principalmente Londres. Mas, para mim, esse sonho era somente isso, um sonho. Os anos passaram, a vida foi acontecendo e, de repente, no final do ano passado, eu decidi que queria fazer um intercâmbio.

Não vou entrar em muitos detalhes do processo de escolha do País, mas a minha primeira opção não era a Inglaterra, não por falta de vontade, mas porque eu sabia que seria o lugar mais caro, então nem cogitei essa opção. Escolhi Toronto, no Canadá, pois era mais perto de Nova Iorque, outra cidade que sonho em conhecer. Por ironia da vida, o Canadá não deu certo, e tive que partir para o plano B, que na época era inexistente. Avaliei as minhas opções e, para a minha surpresa, o intercâmbio para a Inglaterra não sairia tão mais caro assim.

Decidi não ir para Londres, pois o custo de vida por lá é muito elevado, então escolhi uma cidade no interior da Inglaterra, chamada Bristol. A cidade fica a mais ou menos duas horas de Londres, então eu teria chance de ir e realizar o meu sonho.

Clifton Suspension Bridge em Bristol. É o cartão postal da cidade.
Clifton Suspension Bridge em Bristol. É o cartão postal da cidade. Foto por Laura Raso.

E cá estou eu, escrevendo do meu pequeno e aconchegante quarto, em Bristol. Já estou na minha quinta e penúltima semana e já vivi muita coisa bacana aqui, incluindo a realização do meu sonho, conhecer Londres. Já descobri que sou capaz de fazer muita coisa que achava que não tinha capacidade. Passei por muitos perrengues e tive que sair de todos eles com a ajuda de uma só pessoa: eu mesma. O intercâmbio é sim um aprendizado grande sobre a língua e cultura local, mas é um aprendizado pessoal ainda maior.

O que eu quero dizer com esse pequeno texto é: acredite em seus sonhos! Eles vão se realizar, mesmo que demore um, cinco, quinze ou vinte e um anos (como foi o meu caso). E, principalmente, acredite em você e faça esses sonhos acontecerem.

Esse é só o primeiro de vários textos sobre o meu intercâmbio. Tenho muita coisa bacana para compartilhar! Até o próximo!

Imagens: Por Laura Raso (menos a primeira).

CompartilheShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on TumblrEmail this to someonePin on PinterestShare on VK
Screenshot_20170904-194004 (1)

BH GATRONÔMICA

Como uma belo-horizontina que ama comer, já visitei diversos dos restaurantes mais renomados de Belo Horizonte, como o Glouton, Vecchio Sogno, D’Artagnan, Olga Nur, entre outros… Sou daquelas que segue o famoso dito popular “dinheiro bem gasto, é dinheiro gasto com comida” e gosto muito mais de sentar num restaurante – seja com amigos, família ou meu namorado – e aproveitar um delicioso almoço/jantar, do que ir para uma festa ou balada. E acredite, existem várias formas de experimentar os melhores (e mais caros) restaurantes de Belo Horizonte, sem gastar tanto quanto imagina!

Além das famosas compras coletivas, que podem ser feitas através dos sites GROUPON e PEIXE URBANO, em BH existem diversos passaportes gastronômicos, clubes de vantagens ou guias de benefícios, que oferecem descontos imperdíveis!

O primeiro deles que conheci foi o “Passaporte Gastrô” da Belvitur. Atualmente, o passaporte custa R$59,90 e possui 48 vouchers de diferentes restaurantes parceiros, que dão direito a um prato gratuito. A condição é comprar um prato principal e ganhar outro de igual ou menor valor.

Nesta mesma ideia de comprar dois pratos principais e pagar apenas por um deles, conheci também o “Duo Gourmet”. Compro todos os guias, desde que foi lançado e nunca me arrependi, pois mesmo que use apenas dois vouchers por semestre, já vale a pena! Também custa R$59,90 e também possui 48 vouchers de diferentes restaurantes parceiros, além de um extra que dá direito a voltar em qualquer um dos restaurantes que já tenha ido.

Outra ótima opção é o “Chef’s Club”. Quem assina o clube tem direito a descontos de 30, 40 ou 50% nos mais variados restaurantes de Belo Horizonte, que totalizam atualmente 162. A assinatura pode ser semestral, por R$129,90 ou anual, por R$170,91 e pode ser parcelada em até seis vezes. A vantagem é que muitos dos descontos podem ser utilizados para mais de duas pessoas.

Há algum tempo, conheci também o guia de benefícios “Wave Cash”, que custa R$60,00 e possui 52 cupons de descontos, que além de restaurantes incluem bares e até o Motel Forest Hills! Com ele, você ganha outro prato principal, como no “Passaporte Gastrô” e “Duo Gourmet”, ou 50% de desconto em porções em bares, para dividir com os amigos.

Mais recentemente, “passeando” pelo Instagram, descobri o “Amo Beagá”. Com a assinatura anual por R$159,00, ou 12 vezes de R$13,25, não inclui apenas descontos em restaurantes, mas também em diversos outros estabelecimentos como academias, salões de beleza, lojas de roupa, hotéis, etc. Vale a pena conhecer melhor no site (link no final do post)!

É importante se atentar para um detalhe: com qualquer um deles, existem dias e horários específicos nos quais os descontos podem ser utilizados em cada restaurante/estabelecimento, que sempre são especificados nos sites, e nos próprios guias/passaportes.

Se você souber de algum outro guia/clube/passaporte, nos envie mensagem pelo Facebook ou Instagram para conhecermos e compartilharmos também!

Imagens por: Raissa Ferri

LINKS:

Passaporte Gastrô: http://www.passaportegastro.com.br/

Duo Gourmet: http://duogourmet.com.br/belo-horizonte/

Chef’s Club: https://www.chefsclub.com.br/

Wave Cash: http://wavecash.com.br/

Amo Beagá: https://www.amobeaga.com.br/

CompartilheShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on TumblrEmail this to someonePin on PinterestShare on VK
25678a43d57687ce555c08a6935fdf81--traz (1)

Diversidade cultural brasileira

Se existe algo que me encanta muito em nosso país é a nossa diversidade cultural. No Brasil nós temos a presença de diversas culturas e, por isso, é impossível nos categorizar como um povo só, homogêneo.

Indígenas, europeus, africanos e orientais. Em resumo, a nossa cultura foi constituída dessas diferentes culturas e etnias, a partir dessas, mescladas em muitas outras. Isso, em um resumo muito simplista e pouco aprofundado, é o que entendemos como “miscigenação”. Não entrarei aqui nos pontos problemáticos de nossa formação enquanto civilização brasileira (como exemplos a violenta colonização portuguesa sofrida pelos povos indígenas, os sombrios períodos em que a escravidão africana ocorreu em nosso solo e nas consequências negativas advindas de tudo isso e que persistem até os dias de hoje). Minha intenção nesse texto é focar no que há de positivo nessa “mistura”.

operarios
Operários é um quadro pintado em 1933 por Tarsila do Amaral que representa o imenso número e a variedade racial das pessoas vindas de todas as partes do Brasil para trabalhar nas fábricas, que começavam a surgir no país, principalmente nas metrópoles, como em São Paulo na década de 1930, impulsionando o capitalismo e a imigração.

Cada região do nosso país é bem demarcada pelas raízes e culturas que a formaram e isso é muito relevante culturalmente e é expresso cotidianamente por todos nós.

O que acho mais interessante nisso são as nossas diferenças enquanto povo, expressas em nossa forma de vestir, falar, comer e até mesmo agir. Além disso, as diferenças evidenciadas em nossos traços, nas cores da pele, na textura dos cabelos, enfim, tudo aquilo que marca a nossa singularidade mas também evidencia as nossas heranças e raízes.

E fato é que tais singularidades continuam a se misturar e vão se aprofundando cada vez mais em nossa cultura. E é isso que dá mais “sabor” em nosso “jeitinho brasileiro” – o positivo, claro.

Essa confluência de diferentes formas de viver e se expressar deve ter como resultado algo que considero fundamental na sociedade: a empatia (em resumo, nos colocar no lugar do outro, sem julgamentos). Pensar em tantas diferenças juntas requer, sem dúvida, pensar na necessidade do respeito e na convivência harmônica entre todos nós. Diferenças não podem ser traduzidas em discriminações, fato tão corriqueiro – infelizmente – em nosso país.

Pensar na cultura brasileira é pensar em diversidade e essa heterogeneidade, para mim, é – e sempre será – a nossa maior riqueza.

CompartilheShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on TumblrEmail this to someonePin on PinterestShare on VK