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Precisamos falar sobre o feminismo

Em um primeiro momento gostaria de dizer que, nesse texto, não vou adentrar em questões relacionadas às teorias de gênero e sexualidade pois essa discussão é ainda mais extensa do que o entendimento do feminismo em si e das várias questões que o permeiam. Portanto esse será o foco dessa publicação: o feminismo.

Gostaria de começar esse texto dizendo algo essencial e talvez pouco compreendido por muitos: o feminismo não é o contrário de machismo. Enquanto o feminismo tem como intenção a igualdade entre os gêneros, o machismo estabelece uma condição de superioridade do homem em relação à mulher.

Então o que é o feminismo? Trata-se de um movimento social e político, iniciado em meados do século XIX, cujo objetivo é o acesso aos direitos de forma igualitária, entre homens e mulheres.

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E por que precisamos falar sobre o feminismo? Porque algumas situações vivenciadas por nós mulheres na sociedade cotidianamente, nos fazem refletir sobre a necessidade de colocar essa temática na pauta, especialmente entre as gerações mais novas.

E que situações são essas? (Para citar apenas algumas): a desvalorização da mulher no mercado de trabalho, os constantes assédios nas ruas, além das violências morais, físicas e sexuais. Tudo isso é reflexo da cultura extremamente machista e patriarcal em que vivemos. Em alguns países isso é ainda mais grave e compreendido como algo cultural – países em que as mulheres são penalizadas fisicamente em praças públicas caso cometam traições (por vezes, suas mortes são justificadas por tais motivos); a mutilação genital de meninas com a justificativa do controle da sexualidade feminina; entre outras situações igualmente terríveis. Tais práticas tem sido, inclusive, foco de organizações que defendem os direitos humanos, porém poucas mudanças são percebidas.

Muitos avanços foram possíveis ao longo dos séculos: a conquista do voto feminino, o uso da pílula anticoncepcional visando o controle da natalidade bem como a entrada da mulher no mercado de trabalho, além da presença cada vez mais expressiva de mulheres em cargos de prestígio social, político e econômico. Ainda assim, e infelizmente, as situações de violência e os preconceitos vivenciados pelas mulheres estão extremamente arraigados em nossa sociedade. E é por tudo isso que precisamos continuar falando sobre o feminismo.

O feminismo, como disse inicialmente, é um movimento. E por ser assim, tende a se transformar e a evoluir constantemente. E também por ser um movimento, são necessárias ações contínuas para que ele continue existindo e, sobretudo, possa ocasionar mudanças positivas, avanços.

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Portanto, ser feminista é uma ação cotidiana. Ela exige de nós posicionamento crítico, questionamentos baseados em argumentação inteligente e fundamentada e, principalmente, coragem. Coragem em poder lutar pelo nosso espaço, por fazer a nossa voz ser escutada e por agir de forma coletiva, ainda que individualmente. Como assim? É o que o termo sororidade propõe. Não precisamos vivenciar situações machistas ou de violências de gênero, por exemplo, para saber que muitas mulheres as sofrem. A sororidade consiste também em minimizar os esterótipos e preconceitos que, muitas vezes, vezes, são disseminados e reforçados pelas próprias mulheres. Sendo assim, esse conceito resume-se em uma palavra: irmandade. Uma união entre mulheres, baseado na empatia, em busca de alcançar objetivos em comum.

Uma vez que o movimento feminista exige ação contínua e empática entre as mulheres (sororidade) e homens (sim, existem muitos homens feministas!), precisamos fazer um exercício diário: agir e se posicionar diante de toda e qualquer ação, comportamento ou fala machista, particularmente os esterótipos e preconceitos que são reproduzidos pelas crianças e adolescentes.

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Vale ressaltar que muitas situações preconceituosas e violentas, ao menos no Brasil, têm sido repudiadas através das redes sociais e demais veículos de comunicação. Além também da existência dos mecanismos oficiais de divulgação: o Disque 180 é o mais importante deles (criado em 2005, o serviço é gratuito e preserva o anonimato).  E mais do que isso, a ferramenta mais valiosa e poderosa para essa transformação continua sendo a educação. Não apenas a educação “formal” (escola, faculdade), mas a educação que as famílias praticam em casa.

Sendo assim, informe-se. Leia. Compartilhe esse conhecimento e, principalmente, aja.

Dicas de leituras essenciais para compreender melhor a temática do Feminismo:

  • Simone de Beauvoir– O segundo sexo (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009).
  • Judith Butler – Problemas de Gênero – Feminismo e Subversão da Identidade (Col. Sujeito & História – 8ª Ed. 2015).
  • Carole Pateman – O contrato sexual (Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993).
  • Bell Hooks – Feminist theory: from margin to center (Cambridge, MA: South End Press, 2000).
  • Maria da Penha – Sobrevivi, posso contar (Fortaleza: Armazém da Cultura, 2010).
  • Chimamanda Ngozi Adichie – Sejamos Todos Feministas (São Paulo, Companhia das Letras, 2014).
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RESENHA: Outlander – A viajante no tempo – Livro 1

Em um post resenha que fiz sobre o livro “Como eu era antes de você”, eu disse que o filme baseado na obra era uma das melhores adaptações livro-filme que eu já tinha visto, se não a melhor. E hoje eu vou contar um pouco sobre outro livro que foi adaptado, não para o cinema, mas sim para o universo das séries: OUTLANDER.

Fiquei conhecendo a série através de uma amiga e logo me interessei pelo tema. Assisti as duas temporadas disponíveis em um espaço de duas semanas. Nunca fiquei tão “apaixonada” com uma série de TV (Friends não conta rs). Foi aí que descobri sobre os livros e, sendo uma leitora voraz como sou, comecei a ler. Eles são de autoria de Diana Gabaldon e publicados pelo mundo inteiro. Ao todo são 8 livros (se não me engano, Diana vai publicar mais um ou dois) e, no Brasil, estão disponíveis os 5 primeiros volumes (os livros 3, 4 e cinco são divididos em duas partes, pois os livros são muito grandes).

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A resenha de hoje será sobre o primeiro livro: Outlander – A viajante no tempo, este que deu origem à primeira temporada da série de TV, que está disponível na Netflix.

A história começa no ano de 1945, e conta a história da inglesa Claire Randall, uma enfermeira da II Guerra Mundial. Com o fim da guerra, Claire finalmente pode se reunir com seu marido, Frank Randall, depois de anos separados, e resolvem tirar umas férias, em uma espécie de segunda lua de mel. O lugar escolhido foi as Terras Altas, na Escócia, mais precisamente em Inverness, pois Frank – um historiador e professor universitário – além de passar um tempo com Claire, queria descobrir mais sobre os seus antepassados.  

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É assim que Claire, andando e conhecendo a cidade enquanto Frank estuda a sua árvore genealógica, se depara com um misterioso círculo de pedras chamado Craigh na Dun. É nessa hora que seu mundo vira de cabeça para baixo. Ao se aproximar das pedras, Claire toca uma delas e imediatamente a atravessa, passando, como o livro explica, por uma “fenda no tempo”, indo parar no mesmo lugar que estava, só que há 200 anos antes.

Claire fica completamente atônita e tentando entender o que realmente aconteceu e como lidar com a situação. Mas não dá tempo nem de pensar, pois ela logo se mete em confusão (sem querer, é claro) e é encontrada por um grupo de homens, que acham que ela é, ou uma bruxa, ou uma prostituta ou uma espiã inglesa. Estes acabam levando-a consigo para um destino desconhecido. E é neste grupo que ela conhece o escocês James Fraser, por quem se afeiçoa e, consequentemente, se apaixona.

Entre imprevistos e reviravoltas, Claire tem que decidir se quer voltar ao seu tempo, e ao seu marido ou se permanecerá ao lado deste escocês que aprendeu a amar.

Este foi só um pequeno resumo da premissa do livro, já que ele é muito denso e cheio de detalhes, são 797 páginas. A história é muito envolvente, e para quem está com receio de ter muita fantasia e magia na história, está completamente enganado. A única parte sobrenatural é a passagem no círculo de pedras, o restante da história é bastante plausível e real.

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Os personagens principais, Claire e Jamie, são os meus favoritos. Claire é uma mulher forte, inteligente, decidida, que sabe o que quer e não é de baixar a cabeça para ninguém, claro, como qualquer ser humano, tem os seus defeitos e fraquezas, mas é exatamente isso que me faz adorar tanto a personagem. E o mesmo vale para Jamie, que é um homem lindo e extremamente dedicado e fofo, mas ao mesmo tempo teimoso feito uma mula! Os dois juntos formam um casal apaixonante e muito engraçado. Eu fiquei completamente envolvida na história (e ainda estou, já que estou no começo do quarto livro), e tenho certeza de que você irá também.

Tem vilão na história? Tem sim, um dos piores na minha opinião, um sujeito sem nenhum escrúpulos, guarde esse nome: Jonathan Randall, mais conhecido como Capitão Black Jack Randall. Bem, eu acho perigoso explicar mais sobre a história, porque o interessante é você ir lendo e descobrindo a cada página, se surpreendendo com os acontecimentos.  Mas vale salientar que Outlander mistura história (principalmente a da Escócia), mitos religiosos, tradições e crenças passadas, batalhas e muito amor e companheirismo.

Frank Randall | Black Jack Randall
Frank Randall | Black Jack Randall

Como disse no início da resenha, a adaptação para a série de TV é muito boa. Obviamente, tem algumas pequenas e sutis mudanças e algumas omissões, mas isso é normal em qualquer adaptação. Na série, a atriz escolhida para interpretar a Claire é a irlandesa Catriona Balfe, e o o intérprete de James Fraser é o escocês Sam Heughan, e eles não podiam ter feito melhor escolha. Ah, e o vilão Jack Randall e o marido da Claire, Frank Randall, são vividos por Tobias Menzies (ele atuou em Game Of Thrones). Somente a primeira temporada está disponível na Netflix, mas se você procurar direitinho você encontra a segunda online (referente ao segundo livro). Eles estão finalizando as filmagens da terceira temporada agora, e será lançada em setembro deste ano. Mal posso esperar!

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MÊS JUNINO

Em uma fita VHS antiga me vejo com aproximadamente cinco anos de idade, em plena comemoração de Natal na casa de minha avó paterna, cantando alegremente: “FESTA JUNINAAA”.

Sim, eu sempre amei o Natal, principalmente na hora de me deliciar com os tradicionais “capelettis” feitos pela minha família nessa época. Mas pelo vídeo fica óbvio o quanto, desde pequena, a Junina é minha festa favorita.

Claro que eu adorava as “pausas” na escola para os ensaios da quadrilha, a escolha do vestido e do par para a dança. Mas não era só isso que me atraia e ainda atrai nessa comemoração.

O misto do frio (que adoro!), das comidas gostosas, das bagunças e do jeito despojado e divertido dessa tradição sempre me encantaram! E tem algo melhor que caldo, canjica e quentão no frio?! Sem contar a decoração e os trajes sempre muito coloridos e alegres.

Por mim, ampliavam esse costume de junho para qualquer mês que faça um “friozinho”!

Fotos: Arquivo pessoal Raissa Ferri

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